Domingo à Noite: Um relato de amor, perdas e resiliência

Domingo à Noite: Um relato de amor, perdas e resiliência

Na estreia do filme Domingo à Noite, nesta quinta-feira (25) no Espaço Villa Rica, em Londrina, tivemos acompanhamos as performances notáveis de Marieta Severo e Zécarlos Machado, que deram vida a um casal enfrentando os desafios impostos pelo Alzheimer. Ambientado em uma atmosfera de intensa dramaticidade e sensibilidade, o filme capturou a atenção de uma plateia composta por psicanalistas, pessoas longevas, parceiros de cuidado, jovens estudantes e também representantes do Instituto Não Me Esqueças.

Margot, interpretada por Marieta Severo, é uma renomada atriz que se vê diante do desafio duplo de cuidar do marido, Antônio, um famoso escritor vivendo as fases moderada e avançada do Alzheimer, além de enfrentar o próprio diagnóstico da doença. O roteiro nos leva a encarar de forma realista e tocante as dinâmicas familiares, os conflitos entre as expectativas dos filhos (Natália Lage e Johnnas Oliva) e os desejos de Margot. A família lida com os problemas do presente e questões mal resolvidas do passado, mágoas e ressentimentos emergem em meio à crise.

Produzido num período desafiador, ao fim da pandemia de COVID-19 no Brasil, o filme reflete as adversidades enfrentadas pelo cinema nacional, incluindo a escassez de recursos públicos e as dificuldades de financiamento privado. A pré-produção foi realizada online, e as gravações aconteceram majoritariamente em uma única locação, uma casa na Gávea, Rio de Janeiro, mesmo bairro onde vive a atriz Marieta Severo.

Após a exibição do filme foi realizado um bate-papo online com o diretor André Bushatsky e a produtora executiva Márcia Nepomuceno. Eles compartilharam percepções sobre o processo criativo e a importância de abordar temas como a demência, especialmente considerando o envelhecimento da população e o aumento correspondente de casos. “Todos nós, envolvidos na produção do filme, pesquisamos bastante sobre o Alzheimer. Assistimos outros filmes sobre o tema, conversamos com médico geriatra, trouxemos a experiência de casos de pessoas próximas. Não queríamos mostrar um estereótipo, mas fazer um retrato verdadeiro. Acho que Zécarlos Machado enfrentou um grande desafio de atuação e o fez muito bem”, elogiou o diretor.

A psicóloga, Fernanda Figueiredo, que faz parte da equipe do Instituto Não Me Esqueças e do Instituto de Análise do Comportamento e Estudos em Psicologia,  também  esteve presente e destacou a intensidade da trama: “As cenas provocam diferentes emoções, ao mergulhar no silêncio e, ao mesmo tempo, no movimento durante o cotidiano dos personagens. Sem dúvida, o filme nos envolve e convida para uma narrativa real da jornada humana, refletindo sobre adoecimento, finitude, relacionamentos e sentido da vida.”

Domingo à Noite é sobre escolhas, sobre a vulnerabilidade e a força de cada um de nós. Neste filme de amor, Margot e Antônio, nos lembram que afeto e humor são bálsamos ao alcance de todos para trazer alguma leveza, mesmo nos momentos mais difíceis da vida.

O filme fica em cartaz no Espaço Villa Rica até o dia 30 de abril.

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